Gostaria de aproveitar mais cada momento com meus alunos. Desfrutar os prazeres de conceber um novo espetáculo, dividir com eles a descoberta da montagem, a magia de parir algo novo, que veio do mundo e que para lá voltará depois de passar por nós, máquinas transformadoras. Quem me dera viver de fato a vivência, ler cada palavra que surge no caminho e decodificá-la. Domá-la. Gostaria de ser menos disciplinado e mais tranqüilo. Mas não consigo. Não posso deixar de padecer antecipadamente e acumular, desde já, os sofrimentos que hei de sentir no dia da apresentação. Minha peça, meu filho.
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